Exposição Sombras no Sol apresenta o Rio de Janeiro na visão de Iberê Camargo

A Fundação Iberê Camargo inaugurou  a exposição Sombras no Sol, que ficará em cartaz até o dia 14 de janeiro de 2018. Com curadoria de Eduardo Haesbaert e Gustavo Possamai, a exposição traz 41 peças do acervo – entre pinturas, desenhos, gravuras e documentos – que retratam a visão de Iberê Camargo sobre o Rio de Janeiro, cidade onde morou por 40 anos. A visitação tem entrada franca.

Iberê viveu e trabalhou no Rio de Janeiro por quase 40 anos. Foi lá onde teve uma intensa formação junto ao pintor Alberto da Veiga Guignard, recebeu um prêmio para estudar no exterior, escolheu viver depois do período de estudos na Europa e produziu a maior parte da sua obra, tendo alcançado altíssimo reconhecimento profissional e sendo considerado o maior pintor vivo do Brasil.

A exposição toma como ponto de convergência uma fala de Iberê Camargo que expressa as contradições do seu mundo subjetivo: “Há muitas sombras no sol” (como um dia comum, alegre e ensolarado que, do ponto de vista de um artista pintor, pode ser visto como sombrio), e o texto “Recordações do Rio de Janeiro”, escrito pelo artista em 1965, onde faz uma reflexão sobre os pouco mais de 20 anos em que morava na cidade: “Zombei do Pão de Açúcar, ri da Baía de Guanabara, criação de um Deus acadêmico, e fui buscar minhas cores nos recantos mais humildes, os que não interessam ao turista nem figuram nos cartões-postais”. Dessa forma, a mostra pretende que os visitantes vejam a Cidade Maravilhosa sob a ótica do artista, que aponta para uma paisagem muitas vezes vazia e melancólica, nublada distante do sol e das cores tropicais.

No percurso proposto, a mostra marca cronologicamente o período entre a saída e o posterior retorno de Iberê a Porto Alegre: inicia com desenhos que o artista fez do carnaval de Porto Alegre em 1942 um símbolo tão arraigado à cultura carioca e encerra com a pintura  , produzida 52 anos depois.

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