‘Jane Eyre’ de Charlotte Brontë é tema do Clube de Leitura da BPE

Após abordar “Don Quixote” de Miguel de Cervantes, o Clube de Leitura da Biblioteca Pública do Estado (BPE) passa a focalizar, de 18 de maio a 1º de junho, “Jane Eyre” de Charlotte Brontë. Os encontros ocorrem nas quintas-feiras, sempre às 17h30min, no caso de palestras e 16h, de filme, com entrada gratuita.

Publicado em 1847, em três volumes, pela britânica Charlotte Brontë, “Jane Eyre” é uma autobiografia ficcional da personagem homônima. A órfã Jane vive infeliz na casa de uma tia, que a detesta e após um confronto é mandada para uma escola, onde se sente melhor. Após seis anos como aluna e dois como professora, torna-se da jovem Adèle, pupila de Edward Rochester. Quando finalmente conhece Rochester, ambos se apaixonam e ele lhe propõe casamento, que ela aceita. Mas no dia da cerimônia descobre que ele já era casado, com Bertha, que conheceu na Jamaica e enloqueceu. Para que ninguém soubesse, a mantinha escondida no sótão e diante destes fatos, Jane decide fugir.

Após alguns dias de fome, é recolhida por St John Rivers e suas irmãs. Mais tarde vem a descobrir que não só herdou dinheiro de um tio, como os seus anfitriões são na verdade seus primos diretos (algo que todos desconheciam) e, decidida a recompensá-los, divide a herança com estes. St John Rivers decide partir como missionário e levar a prima consigo, como esposa. Jane hesita e resolve descobrir o que se passara com Rochester, pois havia se passado um ano que havia fugido de sua casa, antes de dar uma resposta ao primo. Encontra-o cego e aos cuidados de dois criados fiéis, pois sua casa havia sido incendiada pela esposa enlouquecida, e ele perdera a vista e uma das mãos, ao tentar salvar todos que lá viviam. Como Bertha se suicida, ao se jogar da casa em chamas, Jane decide assim casar finalmente com ele.

O livro retrata a emancipação feminina, na medida em que as mulheres até então não eram aptas a trabalhar, devendo casa-se para garantir sua sobrevivência, segundo a lógica vigente. Com um clima de mistério, sugerido pelo passado e trágicidade, tem alguns elementos simbólicos, como a cegueira de Rochester, que só volta a ver quando reencontra Jane, um ano depois do incidente, e após a morte da mulher. A trama fala da sensibilidade moral e espiritual da protagonista, e pela intensidade dos fatos, antes no domínio da poesia, “Jane Eyre” revolucionou a arte da ficção. Charlotte Brontë passou a ser considerada a ‘primeiro historiadora da consciência privada’ e ancestral literária de escritores como James Joyce e Malce Proust.

Programação
18/05 – 17h30min – Palestra
25/05 -16h- Filme “Jane Eyre” (EUA/1943/1h37min)

Robert Stevenson dirige filme adaptado da história de amor de Charlotte Bronte, com Joan Fontaine e Orson Welles. Depois de uma infância como órfã, Jane Eyre consegue um emprego como governanta da filha do pertubado Edward Rochester, um aristocrata inglês. Com o passar do tempo ela e seu patrão se apaixonam e decidem se casar. Mas o casamento é abalado quando um visitante revela o segredo que Rochester fazia questão de manter no esquecimento.
01/06 -17h30min – Conversa com Leitores

Serviço
Período: 18 de maio a 1º de junho de 2017
Dias e horários: Quintas-feiras, conforme programação acima
Local: Salão Mourisco da Biblioteca Pública do Estado/BPE (Riachuelo, 1190)
Inscrições: Pelo e-mail bpe-rs@sedac.rs.gov.br
Contato: Telefone (51) 3225-9619
Entrada franca

218 217

 

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