‘Solo Fértil – Canção para o Povo em Pé’, espetáculo solo de Júlia Ludwig, estreia no Teatro Carlos Carvalho

Com suas raízes fincadas na terra mãe, seguras e fortes, é possível expandir seus galhos, folhas, frutos e flores e deixa-los voar. A fortaleza do ‘povo em pé’ representado pelas árvores e florestas, e seus paralelos com a vida contemporânea – o feminino, as antigas culturas, o meio ambiente, a vida e morte e as nuances do tempo que passa – são a inspiração do solo de Júlia Ludwig, que sobe ao palco, dirigida por Adriano Basegio, no espetáculo ‘Solo Fértil – Canção Para o Povo em Pé’. A estreia será dia 23 de junho no Teatro Carlos Carvalho da Casa de Cultura Mario Quintana. A montagem terá curta temporada, de 23 a 29 de junho, sempre às 20h.

Ficha técnica
Textos / músicas e atuação: Júlia Ludwig / Direção: Adriano Basegio / Trilha sonora: Duda Cunha (parceiro na composição de “passageiro”) / Iluminação: Carina Sehn / Cenografia: Élcio Rossini / Material gráfico: Nando Rossa / Figurino: Francisco de Los Santos / Preparação vocal: Lígia Motta/
Assessoria de imprensa: Bebe Baumgarten Comunicação

Sinopse
Uma mulher espera na plataforma do trem após uma longa jornada de trabalho. Notícias lhe atravessam sem ferir, quase sem tocar, através de manchetes e ondas elétricas. Anúncios de cortes de árvores da beira do rio da cidade. Aparentemente parado, o corpo cansado pestaneja e sonha brevemente. Nestes instantes a viagem cotidiana adquire novas cores e sentidos. Aos poucos, certas notícias lhe parecem estranhamente familiares e ela já não está tão apartada dos acontecimentos que se sucedem em seu entorno. Sim, ela quase se lembra de algo importante. Ela viu algo. Certa noite nossa viajante não embarca no mesmo trem de todos os fins de tarde, pelo qual sempre se deixa levar, quase sem perceber. Evita a máquina de ferro e luz que lhe chama e empreende outro caminho, rumo ao passado, onde as ruas do centro de Porto Alegre adquirem contornos de floresta repleta de árvores e animais selvagens, ou para o presente onde a poesia da rua dos Andradas se faz canção. Em sua viagem simultaneamente cotidiana e mitológica, esta breve passageira se questiona sobre nossos valores coletivos, a efemeridade da vida, a presença da morte e a relevância dos pequenos instantes e acontecimentos.

Solo Fértil Canção para o Povo em Pé
Dias 23, 24, 25, 27, 28, 29 de junho, sempre às 20h
Teatro Carlos Carvalho / Casa de Cultura Mario Quintana – Rua dos Andradas, 736

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 Solo fértil – foto Thiago Lazeri

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Solo fértil – Foto Nando Rossa

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